Resenha: Cidades de Papel

21:38:00






Título: Cidades de Papel
Autor: John Green 
Editora: Intrínseca
Páginas: 361





Sinopse: O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mas se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.


O que eu penso sobre:  Eu precisei de uma noite e uma manhã para formular uma ideia sobre esse livro. Depois que o terminei, passei alguns minutos, só olhando para a última página, pensando. 
Antes de ler eu já havia visto muitos comentários do tipo " Que droga, eles não ficam juntos no final.", " Depois de tudo, o cara não ganha a garota."... Mas quer saber, não posso imaginar um final melhor!

O livro é narrado em primeira pessoa por Quentin, um adolescente, que está no último ano e nutre uma paixão desde a infância por sua vizinha e "ex-amiga, agora apenas vizinha e colega"... Mas ele não é apenas um adolescente apaixonado e um aluno prestes a se formar. Eu vi o típico adolescente meio nerd e americano... Apaixonado pela popular e tal... Mas se prestar um pouco de atenção, existe bem mais que isso sob essa máscara que John Green cria para os dois protagonistas. Não é apenas o nerd e  a popular. Cada um tem sua verdadeira e própria personalidade e isso foi o que me prendeu à leitura.
Quentin, como já foi dito, é apaixonado pela Margo, e como na sinopse cita, ela aparece em sua janela, depois de anos ( eles se conhecem desde criança e eram meio que amigos.. Depois de um incidente isso se perde... Eles se perdem um do outro), o chamando para uma aventura no meio da noite. E ele vai.
Eu particularmente achei a Margo uma babaca! Hahahahaha. Mas também gostei dela, do seu jeito próprio de ver o mundo e de enxergar a si mesma. E o jeito como você acha que ela se enxerga... Por que a Margo do início do livro não é a mesma do final, e isso é surpreendentemente fascinante, em minha opinião.



"Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre."


"Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou  por se tornar um."


Também gostei dos amigos de Q, Ben e Radar. Eles formaram um trio muito instigante e vez ou outra engraçado. Gostei da relação dos três, apesar de achar que Quentin não levava muito em conta o quanto seus amigos estavam se empenhando em ajudá-lo. Eu achei sua obsessão por Margo... Demais da conta...


"E por mais paralisantes e perturbadores que fossem os "nunca mais", o ato de sair pela última vez do colégio foi perfeito. Puro. A forma mais destilada  possível de libertação."



"É muito difícil ir embora - até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do mundo."

Esse livro geralmente é citado como uma leitura de amor e ódio. E eu tive meus momentos... Gostei do fato de Quentin procurar por Margo, mas pra que ela fugiu? (Claro que entendo isso no final do livro, mas enquanto isso, eu ficava reclamando e querendo meter a mão na cara dos dois...). E também gostei do final.., Mesmo, o final foi o ponto alto de minha leitura. Hahahaha, eu achei que não fosse me surpreender pelo fato de saber que eles não ficariam juntos, mas eu me surpreendi quando li... Acho que seria muito óbvio se eles ficassem juntos e John Green não é famoso por ser um escritor de histórias e finais óbvios... É famoso por saber escrever de um jeito especial, que toca  tanto crianças quanto adultos, e alcança tanto intelectuais com suas metáforas, quanto pessoas que não curtem essas figuras de linguagem que aguçam nossa imaginação.



"A cidade era de papel, mas as memórias, não."



"O para sempre é composto de agoras. "


E é isso, beijos!




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6 comentários

  1. Oi Midi!
    Eu gostei bastante de Cidades de Papel. Rio até hoje apenas me lembrando da parte da viagem de carro, foi incrível! Acho que dei 5 estrelas para o livro por conta disso, já que não gostei muito da Margo.
    E o final foi bem legal também, mas sabe que até hoje tenho dúvidas se ela foi embora ou não? Tenta ver as últimas páginas de novo, tem certas expressões que deixou a entender que, ou ela ficou, ou o Q. foi com ela, quando tudo mundo acha que a Margo foi embora. Ai, nem eu sei mais em que acreditar, hahaha.
    E o Q. é fofo demais para ir atrás de uma garota daquelas, fala sério. Sinceramente a Margo não merecia o Q.
    Beijos,

    http://lucyintheskywithbooks.blogspot.com.br/

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    1. Concordo plenamente que o Q é fofo demais para Margo, Rê!
      E eu ainda acho que não ficaram juntos... O final parece meio inexplicável, é verdade, mas eu não acredito que ele ficaria com ela e deixaria os pais... Ele é muito certinho, por mais que andasse mentindo para os pais.. E ela não voltaria, por mais que estivesse sofrendo.... É minha opinião, claro, talvez eeu esteja totalmente equivocada... Queria o número de John Green para tirar minhas dúvidas... Dar uma de Gus! HAHAHAHA

      Beijos!

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  2. Oi Midian!
    Eu adoro os livros do Green, e com esse não foi diferente, Margo é uma personagem inteligente que estava cansada da vida onde estava naquela pequena cidade onde tudo e todos viviam vidas de mentiras, Green cria ótimas histórias, como você mesmo disse com metáforas inteligentes. Eu amo suas histórias, nos mostra como está a sociedade atualmente. Quentin e seus amigos são ótimos, o meu favorito é Ben. Assisti o filme e adorei, os atores corresponderam aos personagens e a história foi não totalmente fiel mas manteve a essência.

    Beiiijos flor.
    http://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br//

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    1. Concordo com você, Tahis, apesar de ter achado a Margo um tanto egoísta, gostei dela...
      Ainda não tive tempo pra assistir o filme (#sofrendo).... Mas tô louca pra ir!
      Beijos!

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  3. Oi, Midi :)
    Eu também precisei de um tempo depois da leitura para entender o que é que eu estava sentindo em relação ao livro e acabei percebendo, como você, que eu gostei muito do final. Os livros do Green não são nada clichês (não que eu tenha lido todos, mas a gente acaba ouvindo), e não havia por quê esse ser diferente. Eu amo finais felizes e teria curtido muito ver os dois personagens juntos no final, mas acho que essa foi uma daquelas vezes em que um livro nos lembra porque continuamos lendo e lendo - porque cada um deles nos proporciona uma experiência única e nos deixa com uma marca diferente, que pode ou não nos afetar realmente. E a que Cidades de Papel deixou realmente me afetou, não teve como não afetar.
    Beijos

    http://sobrecontarhistorias.blogspot.com.br/

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    1. Oi Fê! Eu também não li todos do John Green (mas pretendo ler em breve...).
      Eu também amo ler livros com finais felizes, mas finais inesperados é tão mais empolgante, não é? Não que um final feliz não seja empolgante...
      E, verdade, um dos maiores motivos de eu continuar lendo e lendo e lendo.. É que cada livro, por mais que seja a continuação de outro, cada livro tem seu pequeno papel no meu "desenvolvimento humano, social e intelectual...".
      Beijos!

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